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Tudo sobre Angola

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Angola Coordenadas: 11º 54' S 17º 12' E Angola República de Angola Bandeira Brasão de armas Capital Luanda 08°49′S, 13°14′E Cidade mais populosa Luanda Língua oficial Português Governo República - Presidente José E. dos Santos - Vice-Presidente Fernando da Piedade Dias dos Santos Independência De Portugal - Data 11 de Novembro de 1975 Área - Total 1.246.700 km² (23º) - Água (%) Desprezível População - Estimativa de 2007 16.900.000 hab. (70º) - Censo 1970 5.646.166 - Densidade 13,56 hab./km² (199º) PIB (base PPC) Estimativa de 2007 (FMI) - Total US$91,286 bilhões (62º) - Per capita US$5.898 (90º) Indicadores sociais - IDH (2007) 0,564[2] (143º) – médio - Esper. de vida 42,7 anos (190º) - Mort. infantil 131,9/mil nasc. (192º) - Alfabetização 67,4% (142º) Moeda Kwanza (AOA) Fuso horário WAT (UTC+1) Cód. Internet .ao Cód. telef. +244 Website governamental http://www.angola-portal.ao/ Angola é um país da costa ocidental da África, cujo território principal é limitado a norte e a leste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Angola inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais próximo da colónia britânica de Santa Helena. Uma antiga colónia de Portugal, foi colonizada no século XV, e permaneceu como sua colónia até à independência em 1975. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. Sua capital e maior cidade é Luanda. Apesar da maior parte da população viver em pobreza, o país é o segundo maior produtor de petróleo[3] e exportador de diamante da África Subsaariana. Segundo o Fundo Monetário Internacional, mais de US$ 4 bilhões teriam sumido da tesouraria de Angola na década de 2000. Em 2000 foi assinado um acordo de paz com a FLEC, uma guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda está ativa.[4] Daquela região sai aproximadamente 65% do petróleo de Angola. História Ilustração da rainha Nzinga em negociações de Paz com o governador português em Luanda em 1657. O nome Angola deriva da palavra bantu N'gola, título dos governantes de uma região situada a leste da hoje capital Luanda, no século XVI, época na qual começou a o estabelecimento de entrepostos comerciais da região pelos portugueses[carece de fontes?]. A ocupação efectiva deu-se após o Ultimato Britânico. Foi uma colónia portuguesa até 1975, ano em que o país ganhou sua independência. Durante a ocupação filipina de Portugal, os holandeses procuraram desapossar os portugueses desta região, ocupando Luanda e outros pontos estratégicos do litoral (Benguela, Santo António do Zaire, as barras do Bengo e do Cuanza). Em 1648, o luso-brasileiro Salvador Correia de Sá reuniu no Rio de Janeiro uma grande expedição, com uma frota de quinze navios e cerca de dois mil homens, que expulsou os holandeses para contentamento tanto dos portugueses como dos colonos do Brasil. No século XX Angola não conheceu a paz desde 1961 até 2002, primeiro em virtude da luta contra o domínio colonial português, depois como consequência da guerra civil que eclodiu em 1975 entre os principais partidos de Angola, os anteriores movimentos de libertação. O poder político manteve-se na posse do Movimento Popular de Libertação de Angola desde 1975, embora o partido da oposição União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) tenha dominado parte do território até ao fim da última guerra civil. [editar] Geografia Ver artigo principal: Geografia de Angola Imagem de satélite de Angola (The Map Library). Angola situa-se na costa atlântica Sul da África Ocidental, entre a Namíbia e o Congo. Também faz fronteira com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, a oriente. O país está dividido entre uma faixa costeira árida, que se estende desde a Namíbia chegando praticamente até Luanda, um planalto interior húmido, uma savana seca no interior sul e sudeste, e floresta tropical no norte e em Cabinda. O rio Zambeze e vários afluentes do rio Congo têm as suas nascentes em Angola. A faixa costeira é temperada pela corrente fria de Benguela, originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Baixa Califórnia. Existe uma estação das chuvas curta, que vai de Fevereiro a Abril. Os verões são quentes e secos, os invernos são temperados. As terras altas do interior têm um clima suave com uma estação das chuvas de Novembro a Abril, seguida por uma estação seca, mais fria, de Maio a Outubro. As altitudes variam bastante, encontrando-se as zonas mais interiores entre os 1.000 e os 2.000 metros. As regiões do norte e Cabinda têm chuvas ao longo de quase todo o ano. A maioria dos rios de Angola nasce no planalto do Bié, os principais são: rio Cuanza, rio Cuango, rio Cuando, rio Cubango e rio Cunene. [editar] Pontos extremos • Norte: ponto sem nome na fronteira com a República do Congo (a norte da localidade de Caio Bemba, província de Cabinda) • Norte (sem contar com Cabinda): ponto na fronteira com a República Democrática do Congo a noroeste da localidade de Luvo, província do Zaire • Este: secção de rio na fronteira com a Zâmbia (a norte da localidade de Sapeta na Zâmbia), província do Moxico • Sul: ponto do rio Cunene na fronteira com a Namíbia (imediatamente a norte da localidade de Andara, Caprivi, Namíbia), província do Cuando Cubango • Oeste: ilha da Baía dos Tigres, província do Namibe • Oeste (continental): península a oeste de Tombua (Porto Alexandre), província do Namibe • Maior altitude: Morro de Moco (2.620 m) 12° 28′ S 15° 11′ E • Menor altitude: Oceano Atlântico (0 m) [editar] Clima Pôr-do-sol numa praia da província de Namibe. Angola, apesar de se localizar numa zona tropical tem um clima que não é caracterizado por aquela condição, devido à confluência de três factores: • A corrente fria de Benguela ao longo da parte sul da costa. • O relevo no interior. • Influência do deserto do Namibe, a sudeste. Em consequência, o clima de Angola é caracterizado por duas estações, a das chuvas, de Outubro a Abril e a seca, tradicionalmente conhecida por Cacimbo, de Maio a Agosto, mais seca, como o nome indica, e com temperaturas mais baixas. Por outro lado, enquanto a orla costeira apresenta elevados índices de pluviosidade, que vão decrescendo de Norte para Sul, e dos 800 mm para os 50 mm, com temperaturas médias anuais acima dos 23 °C, a zona do interior, pode ser dividida em 3 áreas: • Norte, com grande pluviosidade e temperaturas altas. • Planalto Central, com uma estação seca e temperaturas médias da ordem dos 19 °C. • Sul com amplitudes térmicas bastante acentuadas devido à proximidade do deserto do Kalahari e à influência de massas de ar tropical. [editar] Demografia Ver artigo principal: Demografia de Angola Trabalhadora angolana carregando filho e ananases. Os habitantes de Angola são de diferentes etnias, com as seguintes percentagens:[5] • Africanos negros: 95% Ovimbundos (37%), quimbundos (25%), bakongos (13%), outros grupos nativos (20%). • Mulatos: 2% • Caucasianos: 2% • Outros: 1% Os principais centros urbanos, além da capital Luanda, são Lobito, Benguela, Huambo (antiga Nova Lisboa) e Lubango (antiga Sá da Bandeira). Apesar da riqueza do país em matérias-primas, a maioria da sua população vive em condições de pobreza. Indicadores Demográficos • População urbana: 57% • Crescimento demográfico: (2005 - 2010): 2,81% • Taxa de fecundidade (2006): 6,54 • Taxa de natalidade (2002): 46 por mil • Taxa de mortalidade (2002): 25,8 por mil • Taxa de mortalidade infantil (est. 2006): 131,9/mil nascidos vivos (192º) • Expectativa de vida: 42,7 anos (190º) o homem: 41,2 anos o mulher: 44,3 • Estrutura por idade (2002): o menores de 15 anos: 47,7% o de 16 a 59 anos: 47,9% o maiores de 60 anos: 4,4% Cidades mais populosas de Angola ver • editar Posição Cidade Região População Posição Cidade Região População Luanda Huambo Lobito 1 Luanda Luanda 4.500.000 11 M'Banza Congo Zaire 67.600 2 Cabinda Cabinda 377,931 12 Uíge Uíge 49.000 3 Huambo Huambo 333,387 13 4 Lobito Benguela 137.400 14 5 Benguela Benguela 131,281 15 6 Namibe Namibe 89,442 16 7 Kuito Bié 88.700 17 8 Saurimo Lunda-Sul 78,417 18 9 Lubango Huíla 75.800 19 10 Malanje Malanje 71.600 20 História de Angola Esta artigo faz parte de uma série ________________________________________ História pré-colonial (Pré história-1575) Historia Pré-colonial‎ Reino do Congo (1395–1914) Colonização (1575-1648) Inicio da colonização (1575-1641) Rainha N'Zinga (1621-63) Ocupação holandesa (1641-48) Reconquista (1644-48) Período colonial (1648-1974) Angola colonial (1648-1951) Província ultramarina (1951-74) Guerra de Independência (1961-74) Independência Acordo do Alvor (1975) Guerra Civil (1975-2002) Intervenção cubana (1975-91) Fraccionismo (1977) Batalha de Cuito Cuanavale (1987-88) Acordos de Bicesse (1990) Guerra dos 55 Dias (1992-93) Angolagate (1994) Protocolo de Lusaka (1994) Primeira Guerra do Congo (1996-97) Segunda Guerra do Congo (1998-2003) Angola do pós-guerra• (2003-actualidade) Ver também Império Português Guerra Colonial ________________________________________ Portal Angola [editar] Política Ver artigo principal: Política de Angola O actual Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Actualmente, o poder político em Angola está concentrado na Presidência. O ramo executivo do governo é composto pelo presidente (actualmente José Eduardo dos Santos), pelo primeiro-ministro (actualmente Paulo Kassoma) e pelo Conselho de Ministros. O Conselho de Ministros, composto por todos os ministros e vice-ministros do governo, reúne-se regularmente para discutir os assuntos políticos do país. Os governadores das 18 províncias são nomeados pelo presidente e executam as suas directivas. A Lei Constitucional de 1992 estabelece as linhas gerais da estrutura do governo e enquadra os direitos e deveres dos cidadãos. O sistema legal baseia-se no português e na lei do costume, mas é fraco e fragmentado. Existem tribunais só em 12 dos mais de 140 municípios do país. Um Supremo Tribunal serve como tribunal de apelação. O Tribunal Constitucional é o órgão supremo da jurisdição constitucional, teve a sua Lei Orgânica aprovada pela Lei n.° 2/08, de 17 de Junho, e a sua primeira tarefa foi a validação das candidaturas dos partidos políticos às eleições legislativas de 5 de Setembro de 2008. A guerra civil de 27 anos causou grandes danos às instituições políticas e sociais do país. As Nações Unidas estimam em 1,8 milhões o número de pessoas internamente deslocadas, enquanto que o número mais aceite entre as pessoas afectadas pela guerra atinge os 4 milhões. As condições de vida quotidiana em todo o país e especialmente em Luanda (que tem uma população de cerca de 4 milhões, embora algumas estimativas não oficiais apontem para um número muito superior) espelham o colapso das infra-estruturas administrativas bem como de muitas instituições sociais. A grave situação económica do país inviabiliza um apoio governamental efectivo a muitas instituições sociais. Há hospitais sem medicamentos ou equipamentos básicos, há escolas que não têm livros e é frequente que os funcionários públicos não tenham à disposição aquilo de que necessitam para o seu trabalho. Em 5 e 6 de Setembro de 2008 foram realizadas eleições legislativas, as primeiras eleições desde 1992. As eleições decorreram sem sobressaltos e foram consideradas válidas pela comunidade internacional não sem antes diversas ONG e observadores internacionais terem denunciado algumas irregularidades. O MPLA obteve mais de 80% dos votos, a UNITA cerca de 10%, sendo os restantes votos distribuídos por uma série de pequenos partidos, dos quais apenas um (PRS, regional da Lunda) conseguiu eleger um deputado. O MPLA poderá portanto governar com uma esmagadora maioria. Prevê-se que em 2010 ocorram novas eleições presidenciais, algo que já era esperado ter lugar em 2009. A 21 de Janeiro de 2010 o parlamento angolano aprova a primeira constituição, por 186 votos em 220 integrantes, criticada pela oposição por potencial a perpetuação no poder do actual presidente José Eduardo dos Santos, que pela legislação anterior não poderia concorrer a mais um mandato, podendo com a nova constituição manter-se no poder por mais 2 mandatos, ou seja, dois anos.[6][7] A nova constituição tem sido criticada por não consolidar a democracia, e usar os simbolos do MPLA como símbolos nacionais.[8][9] [editar] Subdivisões Ver artigo principal: Subdivisões de Angola Angola tem a sua divisão administrativa composta por 18 províncias (listadas abaixo). A divisão administrativa do território mais pequena é o Bairro na cidade, enquanto que nos meios rurais é a povoação. 1. Bengo 2. Benguela 3. Bié 4. Cabinda 5. Kuando-Kubango 6. Kwanza-Norte 7. Kwanza-Sul 8. Cunene 9. Huambo 10. Huíla 11. Luanda 12. Lunda-Norte 13. Lunda-Sul 14. Malanje 15. Moxico 16. Namibe 17. Uíge 18. Zaire As províncias estão divididas em municípios, que por sua vez se subdividem em Comunas. [editar] Economia Ver artigo principal: Economia de Angola O centro da capital de Angola, Luanda. A economia de Angola caracterizava-se, até à década de 1970, por ser predominantemente agrícola, sendo o café sua principal cultura. Seguiam-se-lhe cana-de-açúcar, sisal, milho, óleo de coco e amendoim. Entre as culturas comerciais, destacavam-se o algodão, o tabaco e a borracha. A produção de batata, arroz, cacau e banana era relativamente importante. Os maiores rebanhos eram de gado bovino, caprino e suíno. Angola é rica em minerais, especialmente diamantes, petróleo e minério de ferro; possui também jazidas de cobre, manganésio, fosfatos, sal, mica, chumbo, estanho, ouro, prata e platina. As minas de diamante estão localizadas perto de Dundo, no distrito de Lunda. Importantes jazidas de petróleo foram descobertas em 1966, ao largo de Cabinda, e mais tarde ao largo da costa até Luanda, tornando Angola num dos importantes países produtores de petróleo, com um desenvolvimento económico possibilitado e dominado por esta actividade. Em 1975 foram localizados depósitos de urânio perto da fronteira com a Namíbia. As principais indústrias do território são as de beneficiamento de oleaginosas, cereais, carnes, algodão e tabaco. Merece destaque, também, a produção de açúcar, cerveja, cimento e madeira, além do refino de petróleo. Entre as indústrias destacam-se as de pneus, fertilizantes, celulose, vidro e aço. O parque fabril é alimentado por cinco usinas hidroeléctricas, que dispõem de um potencial energético superior ao consumo. O sistema ferroviário de Angola compõe-se de cinco linhas que ligam o litoral ao interior. A mais importante delas é a estrada de ferro de Benguela, que faz a conexão com as linhas de Catanga, na fronteira com o Zaire. A rede rodoviária, em sua maioria constituída de estradas de segunda classe, liga as principais cidades. Os portos mais movimentados são os de Luanda, Lobito, Benguela, Namibe e Cabinda. O aeroporto de Luanda é o centro de linhas aéreas que põem o país em contacto com outras cidades africanas, europeias e americanas. [editar] Infraestrutura [editar] Saúde Ver artigo principal: Saúde em Angola Uma pesquisa em 2007 concluiu que ter uma quantidade pequena ou deficiente de Niacina era comum em Angola.[10] [editar] Educação Ver artigo principal: Educação em Angola Crianças estudando em uma sala de aula em Bié, Angola. Apesar de, na lei, a educação em Angola seja compulsória e gratuita até os oito anos, o governo reporta que uma certa percentagem de estudantes não está matriculada em escolas por causa da falta de estabelecimentos escolares e professores.[11] Estudantes são normalmente responsáveis por pagar despesas adicionais relacionadas a escola, incluindo taxas para livros e alimentação.[11] Ainda continua a ser significante as disparidades na matrícula de jovens entre as áreas rural e urbana. Em 1995, 71,2% das crianças com idade entre 7 e 14 anos estavam matriculadas na escola.[11] É reportado que uma percentagem maior de garotos está matriculada na escola em relação às garotas.[11] Durante a Guerra Civil Angolana (1975-2002), aproximadamente metade de todas as escolas foi saqueada e destruída, levando o país aos atuais problemas com falta de escolas.[11] O Ministro da Educação contratou 20 mil novos professores em 2005, e continua a implementar treinamento de professores.[11] Professores tendem a receber um salário baixo, inadequadamente treinados, e sobrecarregados no trabalho (as vezes ensinando por dois ou três turnos por dia).[11] Professores também reportaram suborno diretamente de seus estudantes.[11] Outros fatores, como a presença de minas terrestres, falta de recursos e papéis de identidade, e a pobre saúde também afastam as crianças de atender regularmente às escolas.[11] Apesar dos recursos alocados para a educação terem crescido em 2004, o sistema educacional da Angola continua a receber recursos muito abaixo do necessário.[11] A taxa de alfabetização é muito baixa, com 67,4% da população acima dos 15 anos que sabem ler e escrever português. 82,9% dos homens e 54,2% das mulheres são alfabetizados, em 2001.[carece de fontes?] Desde a independência em relação à Portugal em 1975, uma quantidade consideráveis de estudantes angolanos continuaram a ir todos os anos para escolas, instituições politécnicas e universidades portuguesas, brasileiras, russas e cubanas através de acordos bilaterais. [editar] Cultura Ver artigo principal: Cultura de Angola [editar] Línguas Ver artigo principal: Línguas de Angola e Português angolano O português é a única língua oficial de Angola. Para além de numerosos dialectos, Angola possui mais de vinte línguas nacionais. A língua com mais falantes em Angola, depois do português, é o umbundo, falado na região centro-sul de Angola e em muitos meios urbanos. É língua materna de 26% dos angolanos.[12] O quimbundo (ou kimbundu) é a terceira língua nacional mais falada (20%),[12] com incidência particular na zona centro-norte, no eixo Luanda-Malanje e no Kwanza-Sul. É uma língua com grande relevância, por ser a língua da capital e do antigo reino dos N'gola. Foi esta língua que deu muitos vocábulos à língua portuguesa e vice-versa. O quicongo (ou kikongo) falado no norte, (Uíge e Zaire) tem diversos dialectos. Era a língua do antigo Reino do Congo. Ainda nesta região, na província de Cabinda, fala-se o fiote ou ibinda. O chocué (ou tchokwe) é a língua do leste, por excelência. Têm-se sobreposto a outras da zona leste e é, sem dúvida, a que teve maior expansão pelo território da actual Angola. Desde a Lunda Norte ao Cuando Cubango. Cuanhama (kwanyama ou oxikwnyama), nhaneca (ou nyaneca) e Umbundo são outras línguas de origem bantu faladas em Angola. No sul de Angola são ainda faladas outras línguas do grupo khoisan, faladas pelos san, também chamados bosquímanos. Embora as línguas nacionais sejam as línguas maternas da maioria da população, o português é a primeira língua de 30% da população angolana[carece de fontes?] — proporção que se apresenta muito superior na capital do país —, enquanto 60% dos angolanos afirmam usá-la como primeira ou segunda língua[carece de fontes?]. [editar] Dança Em Angola, a dança distingue diversos géneros, significados, formas e contextos, equilibrando a vertente recreativa com a sua condição de veículo de comunicação religiosa, curativa, ritual e mesmo de intervenção social. Não se restringindo ao âmbito tradicional e popular, manifesta-se igualmente através de linguagens académicas e contemporâneas. A presença constante da dança no quotidiano, é produto de um contexto cultural apelativo para a interiorização de estruturas rítmicas desde cedo. Iniciando-se pelo estreito contacto da criança com os movimentos da mãe (às costas da qual é transportada), esta ligação é fortalecida através da participação dos jovens nas diferentes celebrações sociais (os jovens são os que mais se envolvem), onde a dança se revela determinante enquanto factor de integração e preservação da identidade e do sentimento comunitário. Depois de vários séculos de colonização portuguesa, Angola acabou por também sofrer misturas com outras culturas actualmente presentes no Brasil, Moçambique e Cabo Verde. Com isto, Angola hoje destaca-se pelos mais diversos estilos musicais, tendo como principais: o Semba, o Kuduro e a Kizomba. Referências 1. ↑ Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos. 2. ↑ PNUD, http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3324&lay=pde, 05 de Outubro de 2009 3. ↑ Angola Energy Profile (em Inglês). Energy Information Administration (17/12/2008). Página visitada em 08/01/2009. 4. ↑ Angola mantém presença militar reforçada em Cabinda. 5. ↑ Título ainda não informado (favor adicionar). 6. ↑ Angola aprovou a nova Constituição - JN. jn.sapo.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010. 7. ↑ Jornal de Negócios Online. www.jornaldenegocios.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010. 8. ↑ Angola: Presidente fica com "os poderes de um ditador africano" - Mundo - PUBLICO.PT. www.publico.clix.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010. 9. ↑ Nova Constituição angolana reforça poderes do Presidente - Globo - DN. dn.sapo.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010. 10. ↑ Seal AJ, Creeke PI, Dibari F, et al (January 2007). "Low and deficient niacin status and pellagra are endemic in postwar Angola". Am. J. Clin. Nutr. 85 (1): pp.218–24. PMID 17209199. 11. ↑ a b c d e f g h i j "Botswana". 2005 Findings on the Worst Forms of Child Labor. Bureau of International Labor Affairs, U.S. Department of Labor (2006). This article incorporates text from this source, which is in the public domain. 12. ↑ a b Angola. Ethnologue.com. [editar] Ver também • Missões diplomáticas de Angola [editar] Ligações externas • Página da Assembleia Nacional (em português) • Portal de República de Angola (em português) • Portal da Capital de Angola - Luanda (em português) • Portal da Música Angolana (em português) • Angola Press (em português) • Angola no Wikitravel • Portal Angola [Expandir] Angola [Expandir] v • e África [Expandir] v • e União Africana (UA) [Expandir] v • e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) [Expandir] v • e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) [Expandir] v • e Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Angola" Categoria: Angola Categorias ocultas: !Artigos com trechos que carecem de notas de rodapé desde Dezembro de 2008 | !Artigos que carecem de notas de rodapé | !Artigos com trechos que carecem de notas de rodapé desde Fevereiro de 2009 Vistas • Artigo • Discussão • Editar • Histórico Ferramentas pessoais • Experimente o Beta • Entrar / criar conta Busca • Esta página foi modificada pela última vez às 04h17min de 27 de abril de 2010. • Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição-Compartilhamento pela mesma Licença 3.0 Unported (CC-BY-SA); pode estar sujeito a condições adicionais. Consulte as Condições de Uso para mais detalhes. • Política de privacidade • Sobre a Wikipédia • Avisos gerais História de Angola Na Lunda, no Zaire e no Cuangar foram encontrados instrumentos de pedra e outros, dos homens do Paleolítico. No Deserto do Namibe forem encontradas gravuras rupestres nas rochas. Trata-se das gravuras do Tchitundu-Hulo atribuídas aos antepassados dos khoisan. Nos primeiros 500 anos da era actual, os povos bantu da África Central, que já dominaram a siderurgia do ferro, iniciaram uma série de migrações para leste e para sul. Um desses povos emigrantes foi se aproximando do Rio Congo (ou Zaire), acabando por atravessá-lo já no século XIII e instalar-se no actual Nordeste de Angola. Era o povo quicongo (ou kikongo). Outra migração fixou-se inicialmente na região dos Grandes Lagos Africanos e, no século XVII, deslocou-se para oeste, atravessando o Alto Zambeze até ao Cunene: era o grupo ngangela. No ano de 1568, entrava um novo grupo pelo norte, os jagas, que combateram os quicongos e os empurraram para sul, para a região de Kassanje. No século XVI ou mesmo antes, os nhanecas (nyanekas ou vanyanekas) entraram pelo sul de Angola, atravessaram o Cunene e instalaram-se no planalto da Huíla. No mesmo século XVI, um outro povo abandonava a sua terra na região dos Grandes Lagos, no centro de África, e veio também para as terras angolanas. Eram os hereros (ou ovahelelos), um povo de pastores. Os hereros entraram pelo extremo leste de Angola, atravessaram o planalto do Bié e depois foram instalar-se entre o Deserto do Namibe e a Serra da Chela, no sudoeste angolano. Já no século XVIII, entraram os ovambos (ou ambós), grandes técnicos na arte de trabalhar o ferro, deixaram a sua região de origem no baixo Cubango e vieram estabelecer-se entre o alto Cubango e o Cunene. No mesmo século, os quiocos (ou kyokos) abandonaram o Catanga e atravessaram o rio Cassai. Instalaram-se inicialmente na Lunda, no nordeste de Angola, migrando depois para sul. Finalmente, já no século XIX apareceu o último povo que veio instalar-se em Angola: os cuangares (ou ovakwangali). Estes vieram do Orange, na África do Sul, em 1840, chefiados por Sebituane, e foram-se instalar primeiro no Alto Zambeze. Então chamavam-se macocolos. Do Alto Zambeze alguns passaram para o Cuangar no extremo sudoeste angolano, onde estão hoje, entre os rios Cubango e Cuando. As guerras entre estes povos eram frequentes. Os migrantes mais tardios eram obrigados a combater os que já estavam estabelecidos para conquistar as suas terras. Para se defenderem, os povos construíam muralhas em volta das sanzalas. Por isso, há em Angola muitas ruínas de antigas muralhas de pedra, abundantes no planalto do Bié e no planalto da Huíla, onde se encontram, também, túmulos de pedra e galerias de exploração de minério, testemunhos de civilizações mais avançadas do que geralmente se supõe. A chegada dos portugueses Os portugueses, sob o comando de Diogo Cão, no reinado de D. João II, chegam ao Zaire em 1484. É a partir daqui que os portugueses iniciam a conquista desta região de África, incluindo Angola. O primeiro passo foi estabelecer uma aliança com o Reino do Congo, que dominava toda a região. A sul deste reino existiam dois outros, o de Ndongo e o de Matamba, os quais não tardam a fundir-se, para dar origem ao reino de Angola (c. 1559). Explorando as rivalidades e conflitos entre estes reinos, na segunda metade do século XVI os portugueses instalam-se na região de Angola. O primeiro governador de Angola, Paulo Dias de Novais, procura delimitar este vasto território e explorar os seus recursos naturais, em particular os escravos. A penetração para o interior é muito limitada. Em 1576 fundam São Paulo da Assunção de Luanda, a actual cidade de Luanda. Angola transforma-se rapidamente no principal mercado abastecedor de escravos para as plantações da cana-de-açúcar do Brasil. Durante a ocupação filipina de Portugal (1580-1640), os holandeses procuram expropriar os portugueses desta região, ocupando grande parte do litoral (Benguela, Santo António do Zaire, as barras do Bengo e do Cuanza). Em 1648 os portugueses expulsam os holandeses, para contentamento dos colonos do Brasil. Até finais do século XVIII, Angola funciona como um reservatório de escravos para as plantações e minas do Brasil. A ocupação dos portugueses não vai muito mais além das fortalezas da costa. A colonização efectiva do interior só se inicia no século XIX, após a independência do Brasil (1822) e o fim do tráfico de escravos (1836-42), mas não da escravatura. Esta ocupação trata-se de uma resposta às pretensões de outras potências europeias, como a Inglaterra, a Alemanha e a França, que reclamavam na altura o seu quinhão em África. Diversos tratados são firmados estabelecendo os territórios que cabem a cada uma, de acordo com o seu poder e habilidade negocial. Uma boa parte dos colonos que administravam as terras eram presos deportados de Portugal, como o célebre Zé do Telhado. Paralelamente são feitas diversas viagens com objectivos políticos e científicos para o interior do território angolano, tais como: José Rodrigues Graça (1843-1848) - Malanje e Bié; José Brochado - Huambo, Mulando, Cuanhama; Silva Porto - Bié. Devido à ausência de vias de comunicação terrestes, as campanhas de ocupação do interior são feitas através dos cursos fluviais: Bacia do Cuango (1862), Bacia do Cuanza (1895, 1905 e 1908); Bacia do Cubango (1886-1889, 1902 e 1906); Bacia do Cunene (1906-1907); Bacia do Alto Zambeze (1895-1896); Entre Zeusa e Dande (1872-1907), etc. As fronteiras de Angola só são definidas em finais do século XIX, sendo a sua extensão muitíssimo maior do que a do território dos ambundos, a cuja língua o termo Angola anda associado. 1900-1960 A colonização de Angola, após a implantação de um regime republicano em Portugal (1910), entra numa nova fase. Os republicanos haviam criticado duramente os governos monárquicos por terem abandonado as colónias. O aspecto mais relevante da sua acção circunscreveu-se à criação de escolas. No plano económico, inicia-se a exploração intensiva de diamantes. A Diamang (Companhia dos Diamantes de Angola) é fundada em 1921, embora operasse desde 1916 na região de Luanda. O desenvolvimento económico só se inicia de forma sistemática, em finais da década de 1930, quando se incrementa a produção de café, sisal, cana do açúcar, milho e outros produtos. Tratam-se de produtos destinados à exportação. A exportação da cana do açúcar, em 1914, pouco ultrapassava as 6.749 toneladas. Em 1940 atingia já as 39.433 toneladas. As fazendas e a indústria concentraram-se à volta das cidades de Luanda e de Benguela. A exportação de sisal desenvolve-se durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em 1920, foram exportadas pouco mais que 62 toneladas, mas em 1941 atingia-se já as 3.888; dois anos depois, 12.731 e em 1973 registava-se uma exportação de 53.499 toneladas. Estas plantações situavam-se no planalto do Huambo, do Cubal para Leste, nas margens da linha férrea do Dilolo, Bocoio, Bailumbo, Luimbale, Lepi, Sambo, mas também no Cuanza-Norte e Malange. A exportação de café logo a seguir à segunda guerra mundial abriu um novo ciclo económico em Angola, que se prolonga até 1972, quando a exploração petrolífera em Cabinda começar a dar os seus resultados. A subida da cotação do café no mercado mundial, a partir de 1950, contribuiu decisivamente para o aumento vertiginoso desta produção. Em 1900, as exportações não ultrapassavam as 5.800 toneladas. Em 1930 atingiam as 14.851, 13 anos depois subiam para 18.838. No ano de 1968 Angola exportava 182.954 e quatro anos depois verificava-se o número abismal de 218.681 toneladas. Para além destes produtos, desenvolve-se a exploração dos minérios de ferro. Em 1957 funda-se a Companhia Mineira do Lobito, que explorava as minas de Jamba, Cassinga e Txamutete. Exploração que cedeu depois à alemã Krupp. O desenvolvimento destas explorações foi acompanhado por vagas de imigrantes incentivados e apoiados muitas vezes pelo próprio Estado. Entre 1941 e 1950, saíram de Portugal cerca de 110 mil imigrantes com destino às colónias, a maioria fixou-se em Angola. O fluxo migratório prosseguiu nos anos 50 e 60. Na década de 40, a questão da descolonização dos territórios africanos emerge no plano internacional e torna-se incontornável. Em 1956 é publicado o primeiro manifesto do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). 1961-1974 No princípio dos anos 60, três movimentos de libertação ( UPA - União das Populações de Angola; FNLA - Frente Nacional de Libertação de Angola; MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola e UNITA - União Nacional para a Independência Total de Angola) desencadearam uma luta armada contra o colonialismo português. O governo de Portugal (uma ditadura desde 1926), recusou-se a dialogar e prosseguiu na defesa até ao limite do último grande império colonial europeu. Para África foram mobilizados centenas de milhares de soldados. Enquanto durou o conflito armado, Portugal procurou consolidar a sua presença em Angola, promovendo a realização de importantes obras públicas. A produção industrial e agrícola conheceu neste território um desenvolvimento impressionante. A exploração do petróleo de Cabinda iniciou-se em 1968, representando em 1973 cerca de 30% das receitas das exportações desta colónia. Entre 1960 e 1973 a taxa de crescimento do PIB (produto Interno Bruto) de Angola foi de 7% ao ano. Primeiros habitantes Os primeiros povos organizados a instalarem-se no território que hoje constitui Angola foram os Bochimanes - grandes caçadores, de estrutura pigmóide e com tez clara de cor acastanhada. História de Angola No início do século 6 D.C. povos mais evoluídos, de pele negra, inseridos tecnologicamente na idade dos metais, empreenderam uma das maiores migrações da história. Eram os Bantu e vieram do norte, provavelmente da regiăo da actual República dos Camarőes. Esses povos, ao chegarem a Angola, encontraram os Bochimanes e outros grupos bem mais primitivos, impondo-lhes facilmente a sua tecnologia nos domínios da metalurgia, cerâmica e agricultura. A instalaçăo dos Bantu decorreu ao longo de muitos séculos, gerando diversos grupos que vieram a estabilizar-se em etnias que perduram até aos dias de hoje. O Reino do Congo A primeira grande unidade política do território, passaria ŕ história como Reino do Congo. Surgiu no século XIII, estendendo-se até ao Gabăo a norte, ao rio Kwanza a sul, ao oceano Atlântico a oeste e leste até ao rio Kuango. A agricultura era a sua grande riqueza. O poder estava nas mãos dos Mani - aristocratas que ocupavam os lugares chave do reino, subordinados unicamente ao todo poderoso Rei do Congo. Mbanza era uma unidade territorial organizada e governada por um Mani, Mbanza Congo era a capital e no século 16 contava com mais de 50,000 habitantes. O Reino do Congo dividia-se em seis províncias e contava ainda com alguns reinos tributários, como o Ndongo à sul. O comércio era a sua principal actividade, baseada numa fortíssima produção agrícola e numa crescente exploração mineira. Chegada dos Portugueses Em 1482, as caravelas portuguesas comandadas por Diogo Căo, chegaram ao Congo. Outras viagens se seguiram e depressa foram estabelecidas relaçőes fortes entre ambos os estados. Os portugueses tinham armas de fogo e uma religiăo interessante; em contrapartida, o reino do Congo podia oferecer a Portugal, escravos, marfim e recursos minerais. O rei do Congo logo se converteria ŕ fé cristă e adoptaria uma estrutura política a semelhança das europeias. Viria a ser uma figura muito conhecida na Europa, ao ponto do próprio Pontífice lhe endereçar missivas. A sul do Reino Congo, na regiăo do rio Kwanza, havia vários estados importantes. O Reino do Ndongo, governado pelo Ngola (rei) era o mais importante. Resistência a colonização Ngola Kiluange reinava aquando da chegada dos portugueses e, com uma política de coligação com estados vizinhos, resistiria aos estrangeiros durante várias décadas. Ngola acabaria por morrer decapitado em Luanda. Anos mais tarde, o Ndongo ressurgiria com a tomada do poder por N'Zinga Mbandi, imortalizada como Rainha N'Zinga, política ardilosa que soube conter os portugueses com acordos bem preparados. N'Zinga empreendeu várias viagens e, finalmente em 1635, conseguiu formar uma grande coligação com estados de Matamba e Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissamas. A frente da poderosa coligação, N'Zinga rechaçou os portugueses para posições mais recuadas. Entretanto Portugal fora ocupado por Espanha, ficando as terras além-mar votadas a um plano secundário. Os holandeses aproveitaram essa situação e tomaram Luanda em 1641. N'Zinga fez dos holandeses seus aliados, aumentando a força da coligação e reduzindo os portugueses a Massangano, praça que estes ocupavam fortemente e de onde partiam esporadicamente para as guerras de Kuata! Kuata! (captura de escravos). Os escravos de Angola eram fundamentais para o desenvolvimento da colónia do Brasil e o seu tráfico encontrava-se parado. Em 1648 chegou do Brasil uma grande esquadra comandada por Salvador Correia de Sá e Benevides que retomaria Luanda, provocando a volta maciça dos portugueses. Começa entăo o declínio da Coligaçăo; a falta do aliado holandęs e das suas armas de fogo e a posiçăo de força de Correia de Sá vibraram um duro golpe na moral das forças autóctones. N'Zinga morreu em 1663. Dois anos mais tarde, o Rei do Congo empenharia todas as suas forças para retomar a ilha de Luanda, ocupada por Correia de Sá, saindo derrotado e perdendo a independęncia. O Reino do Ndongo seria igualmente submetido ŕ coroa Portuguesa em 1771. Desenvolvimento da colonia A colónia portuguesa de Angola formou-se em 1575 com a chegada de Paulo Dias de Novais com 100 famílias de colonos e 400 soldados. Novais formou a vila de "São Paolo de Loanda", actualmente Luanda, seria tornada cidade em 1605. O comércio era, na maior parte, feito com o Brasil. Os navios brasileiros eram os mais numerosos nos portos de Luanda e de Benguela. Angola, colónia portuguesa, era de facto colónia do Brasil, contraditoriamente, outra colónia portuguesa. A forte influência brasileira era também exercida pelos jesuítas nos domínios da religião e da educação. A filosofia de guerra passou gradualmente a ser substituída pela filosofia do comércio. As grandes rotas comerciais e os acordos que as tornaram possíveis é que moviam as relações entre os estados. De estados guerreiros, formaram-se estados vocacionados para a produção e consequente comércio. No planalto, destacaram-se os estados do Bié e do Bailundo. Este último viria a notabilizar-se pela produção de bens alimentares e da borracha. No entanto, o Poder colonial, cada vez mais forte e mais rico, não tolerou o desenvolvimento destes estados e através da guerra submeteu-os um a um, atingindo o controle total do território no início do século 18. A partir de 1764, de uma sociedade esclavagista passou-se gradualmente à uma sociedade preocupada em produzir o que consumia. Entretanto, em 1836, o tráfico de escravos foi abolido e em 1844 os portos de Angola foram abertos aos navios estrangeiros. Em 1850, Luanda já era uma grande cidade repleta de firmas comerciais. Conjuntamente com Benguela, Luanda exportava óleo de palma e amendoim, cera, borracha, goma copal, madeiras, marfim, algodão, café, cacau, dentre outros produtos. Milho, tabaco, carne seca e farinha de mandioca começariam igualmente a ser produzidos localmente. Foi nesta fase que nasceu a burguesia angolana. Com a Conferência de Berlim (1884-85), Portugal viu-se na obrigação de efectivar de imediato a ocupação territorial das suas colónias. O território de Cabinda, a norte do rio Zaire, foi também conferido a Portugal graças à legitimidade do Tratado de Protectorado de Simulambuko, assinado entre os reis de Portugal e os príncipes de Cabinda em 1885. Depois de uma implantação morosa e complicada, o final do século 19 marcou a organização de uma administração colonial directamente relacionada com o território e com os povos à governar. Na economia, a estratégia colonial assentava na agricultura e na exportação de matérias-primas. O comércio da borracha e do marfim, acrescido pela receita dos impostos tomados às populações, gerou grandes rendimentos para Lisboa. No início do século 20 a política portuguesa em Angola foi alterada com a implementação de novas reformas. Província de Angola O fim da monarquia em Portugal e uma conjuntura internacional favorável levaram as novas reformas ao domínio administrativo, agrário e educativo. Em 1951, com um Estado Português que se pretendia extensivo à colónia, Angola passou a ser mais uma das províncias de Portugal (província ultramarina) sob a administração de um governador geral. Até meados do século 20 a situação política vigente em Angola era aparentemente tranquila. Mas esta tranquilidade foi posta em causa com o aparecimento dos primeiros movimentos nacionalistas a partir do final da década de 1940. Na segunda metade da década de 1950 iniciou-se a formação de organizações políticas mais explícitas que, de uma forma organizada, iam fazendo ouvir os seus direitos. Estes movimentos promoveram campanhas diplomáticas no mundo inteiro, pugnando pela independência de Angola. Apesar das tentativas diplomáticas por uma independência pacífica, o Poder colonial não cedeu às propostas das forças nacionalistas. A tensão entre os movimentos e o governo colonial provocou o desencadear de conflitos armados directos, a "Luta Armada". Destacaram-se na "Luta Armada", o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) fundado em 1956, a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola) que se revelou em 1961 e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) em 1966. República de Angola Depois de longos anos de confrontos, o país alcançou a independência a 11 de Novembro de 1975. A independência foi proclamada pelo MPLA e o Dr. António Agostinho Neto tornou-se no primeiro presidente de Angola. Após a proclamação da independência Angola teve poucos dias de paz relativa e mergulhou numa guerra cívil originada pela luta pelo poder entre organizaçõoes políticas - MPLA, FNLA e UNITA. Nos anos que se seguiram a independêcia a importância da FNLA decaiu consideravelmente. Ao mesmo tempo a UNITA estabeleceu-se como o principal movimento de oposição ao governo do MPLA. Em 2002 foi assinado um acordo de paz entre o MPLA e a UNITA. Depois de 22 de guerra Angola tem finalmente paz duradoura.